quinta-feira, 1 de maio de 2008

"Trazer" as TIC para a Escola

Relativamente ao nosso contexto, no que respeita às dificuldades de “trazer” as TIC para a escola, seria importante, por exemplo:


(i) melhorar e aumentar o número de equipamentos nas escolas;
(ii) proporcionar mais momentos de formação aos professores;
(iii) desenvolver mais trabalho colaborativo entre os professores.

Os problemas financeiros são os mais difíceis de superar, para um universo de 950 alunos a Escola possui apenas 2 quadros interactivos, afectos a projectos específicos, não estando de acesso livre a todos os alunos e professores. Para este universo de alunos, existem 3 videoprojectores e, na generalidade o equipamento informático, que pode ser usado em situação de aula já ultrapassou os 5 anos de existência. Assim, dos computadores com menos de 5 anos, existe 1 por cada 41 alunos, na totalidade dos PC'S regista-se a existência de 1 por cada 17 alunos.

De destacar, ainda, que é fundamental a tomada de consciência que a escola deverá adaptar-se às novas necessidades da sociedade, numa perspectiva em que a sua função nunca poderá ser a de ensinar tudo o que existe para aprender, mas dar instrumentos aos alunos para poderem ser mais autónomos na procura da informação.


Trazer as TIC para a escola permite ainda uma aprendizagem sem tempo e hora, se pensarmos, nas plataformas de ensino a distância, cuja utilização tem vindo a aumentar, por professores e alunos, na nossa Escola, devido à capacidade de dinamização do professor Coordenador das TIC, na motivação e formação dos professores para o uso da Plataforma Moodle, o que criou nos últimos 2 anos uma dinâmica de troca de experiências e também de momentos de aprendizagem informal entre os professores.


Subsistem, no entanto, ainda problemas de Formação do corpo docente, que têm vindo a ser progressivamente superados, no Plano TIC, da Escola em que leccionamos, a implementar até 2009, pode ler-se que:

“(…) com base nos resultados obtidos num primeiro questionário efectuado aos docentes desta escola, desde já se podem programar algumas acções de formação referentes
utilização de sistemas de informação implementados ou a implementar na escola, as quais serão:

· Formação para o pessoal docente e não docente na utilização da ferramenta Moodle;
. Formação para o pessoal docente e não docente sobre o recurso a software Freeware;
· Formação para o pessoal docente e não docente na utilização e automação do acesso à
Internet;
. Formação para o pessoal docente na utilização da ferramenta Microsoft FrontPage (…)” (Escola EB 2,3/S Pedro Ferreiro - Plano TIC 2007/2009)

Do nosso ponto de vista, há ainda um longo caminho a percorrer, tanto na utilização das TIC como no trabalho colaborativo com outros professores. No entanto, podemos afirmar que estamos abertos à mudança e à realização de novas experiências pedagógicas.

Os professores e o uso das TIC

Todos os professores, como a maior parte das pessoas dos países mais desenvolvidos, utilizam as novas tecnologias no quotidiano, como por exemplo o telemóvel, o microondas, o DVD, o automóvel, entre muitas outras tecnologias do mundo actual.
Jesus Gallego coloca a questão das contradições, entre os professores que utilizam fora de contexto de aula as novas tecnologias, mas que colocam resistências ao seu uso em situação de ensino e aprendizagem.
A mesma autora, no entanto, refere a existência, entre a comunidade educativa de professores “tecnófobos”, os que colocam reservas à utilização de novas tecnologias de informação e comunicação, mas salienta que entre os educadores há também os que demonstram a atitudes positivas -“tecnofilia”- relativamente ao uso das TIC, estes além de poderem utilizar o computador, trabalham de uma forma muito eficaz com outros meios, como por exemplo o audiovisual.
Mesmo entre os investigadores, parece não haver ainda respostas, para a contradição indicada. No entanto, a autora refere que há que reconhecer que: “ que la tecnologia está ahí, - influye –o puede influir- en mi particular y tambiém en mi enseñanza, y tanto en mi próprio caso como en mis colegas de professión” (Gallego).

Gallego, M.J. “Contradiciones de La Comunidad Educativa En La Sociedad de La Información”, s/d, documento electrónico http://quadernosdigitals.net/índex.php?accionMenu=boletines [acedido em 26 de Março de 2008].